Na passada sexta-feira, uma comitiva do PSD-Paredes encabeçada pelo seu presidente Ricardo Sousa foi recebida pelo Sr. Presidente da Câmara no Salão Nobre da Câmara Municipal de Paredes, tendo-lhe sido entregue um dossiê constituído por um conjunto de propostas para colaboração com o executivo camarário na elaboração dos documentos previsionais.
O referido documento inclui propostas genéricas para o concelho nas áreas da Economia, Educação, Ambiente, Desporto, Juventude, Justiça, Saúde, Relação Câmara Municipal de Paredes/ Juntas de Freguesia, Cultura e Apoio à Terceira Idade. Inclui ainda propostas específicas para cada uma das freguesias do concelho.
Apesar da elaboração dos documentos previsionais não ser uma competência dos partidos da oposição, a apresentação das propostas em questão enquadra-se perfeitamente numa postura de oposição construtiva, preocupada, capaz de detetar problemas e apresentar possíveis soluções.
À imagem da postura de Sá Carneiro, devemos pôr em primeiro o concelho de Paredes; depois, o partido; por fim, a circunstância pessoal de cada um de nós.
Pena é que muitas vezes este tipo de propostas, independentemente da sua qualidade, apenas sirva para chacota de quem detém o poder que invariavelmente as tenta ridicularizar publicamente, apenas para justificar o facto de não as seguir.
De entre as medidas apresentadas, há uma que se destaca e tem a ver com o Transporte Escolar.
O Orçamento do Estado para 2019 vai alargar o universo de alunos com direito a manuais escolares gratuitos no próximo ano letivo. Ou seja, os livros gratuitos que abrangiam apenas o ensino básico, vai abranger também os 7.º, 8.º, 9.º, 10.º, 11.º e 12.º anos de escolaridade.
Considerando que a Câmara Municipal de Paredes já previa suportar os gastos com o seu programa de disponibilização de manuais escolares, que recorde-se foi promessa eleitoral do PS e do PSD nas últimas eleições autárquicas, o PSD Paredes entende que a poupança inerente ao facto do Estado assumir este gasto deve ser aplicada no apoio aos estudantes e às suas famílias, pois caso contrário estes não estariam a beneficiar com a medida proposta no Orçamento de Estado.
Assim, a Câmara Municipal de Paredes poderá, sem comprometer as suas contas, canalizar a verba antes destinada aos manuais escolares, para o transporte escolar, proporcionando transporte gratuito para todos os alunos, do ensino básico ao secundário.
O nosso concelho apresenta uma extensão geográfica considerável, pelo que seja de camioneta ou de comboio, os transportes públicos são muito utilizados pelos alunos. Com a aplicação desta proposta, os alunos poderiam ter uma maior oportunidade de escolha pois poderiam circular de forma gratuita e melhor escolher onde pretendem prosseguir estudos.
Para além disto, as famílias sentiriam um alívio no orçamento familiar.
A educação é fundamental para o salutar desenvolvimento de uma criança e de um jovem, assim sendo, devem ser próprio futuro seja o mais brilhante possível.
PS: Em 2017 o Dr. Alexandre Almeida comprometeu-se a baixar a taxa do IMI para 0,3% para 2018 promovendo inclusive uma “alteração no orçamento de 2017 para devolver de imediato o dinheiro às famílias”. Nem em 2018 nem em 2019 o compromisso vai ser cumprido! Para sermos rigorosos com os outros, temos de ser rigorosos com nós próprios. O Dr. Alexandre Almeida não honrou o seu compromisso. Os paredenses merecem no mínimo um pedido de desculpa.





















