No dia 1 de Outubro passou 1 ano sobre as últimas eleições autárquicas que deram no nosso concelho, a vitória ao Partido Socialista. Alexandre Almeida chegou assim a Presidente da Câmara de Paredes, terminando os longos 24 anos de governo do PSD na Autarquia Paredense.
Relativamente fácil foi a vitória, alcançando até a maioria absoluta. Mas a tarefa que esperava o novo Executivo Camarário era, e é, hercúlea. Se as grandes dificuldades que se avizinhavam eram por demais evidentes, resultado do desgoverno e do desvario da gestão social-democrata, com um passivo superior a 100 milhões de euros, houve ainda direito a alguns brindes surpresa como a cativação de cerca de 6 milhões de fundos comunitários, por parte do OLAF (organismo europeu anti fraude).
Na construção daquelas que foram apelidadas das melhores escolas do mundo, as quais tiveram uma comparticipação do governo central de 85% do seu custo, as ilegalidades ou desconformidades, cometidas foram mais do que muitas. Erros de construção, aplicação de materiais de qualidade inferior ao contratado e pago, inexistência de equipamentos previstos e também pagos, e por aí adiante. Mais grave é que constando dos respectivos cadernos de encargos, é que alguém tenha confirmado a qualidade dos materiais e a existência dos equipamentos, os quais estariam supostamente em conformidade com o que foi exigido, para poder ser autorizado o respectivo pagamento, por quem de direito.
Na conferência de imprensa que assinalou o primeiro aniversário do novo executivo camarário, a opção de quem agora governa os destinos do nosso concelho foi colocar tudo em “pratos limpos”. A somar aos 6 milhões anteriores, temos agora mais 1,4 milhões para serem devolvidos, e claro outro tanto para regularizar as anomalias detectadas, pois algumas destas situações terão que ser resolvidas a curto prazo.
O levantamento e investigação destas “desconformidades”, demorou o seu tempo, e forçosamente foi efectuada a respectiva participação ao Ministério Publico, pois não pode ser sempre o erário publico, ou seja, nós todos, a pagar aquilo que terá supostamente sido só benefício para alguns. Se, como diz o povo, “uns comem os figos a outros rebentam os lábios” desta vez, quem os comeu, tem mesmo que ficar “com os lábios rebentados”.
Os que se sentiram incomodados já foram dando sinais, soprando para o ar, tentando empurrar a culpa para outros. Faz lembrar a anedota, sobre a falta de dinheiro numa colectividade, em que ninguém se acusava de ser o autor do desfalque. Para descobrirem o culpado, resolveram reunir todos os suspeitos à volta de uma mesa e atirar ao ar, para meio de todos uma pena. A pessoa em quem ela caísse seria considerada culpada do desvio. Atiraram a pena, ela deslocou-se para a pessoa que tinha retirado o dinheiro, que apercebendo-se que iria ser desmascarado, começou a soprar para ela ir tramar outro.
Só nos resta esperar que a justiça se encarregue de descobrir a verdade, pois aqui como noutros casos, a culpa não pode morrer solteira. E esperar que o actual executivo da C.M.
Paredes, não perca o lanço e passe tudo, como se diz em gíria “a pente fino”.





















