A Silly Season, conceito anglo-saxónico que se refere ao período de férias dos políticos, tribunais, jornalistas, entre outros, caracteriza-se pela falta de notícias importantes e sérias, sendo os media tomados de assalto pela “falta de assunto” e por uma maior incidência frívolos.
Mas se em Portugal, a Silly Season, felizmente para nós, está quase a acabar, não se pode dizer que a mesma tenha passado por Paredes.
Com a conveniência de um gelado no verão, fomos recentemente confrontados com a eventual obrigatoriedade da Câmara de Paredes poder ter que devolver mais de 1,4 milhões de euros de fundos comunitários relativos a irregularidades nos cadernos de encargos das obras de 14 centros escolares por força de uma auditoria realizada no âmbito do processo do Organismo Europeu Anti-fraude (OLAF), em que o município deverá ser condenado.
Como vem sendo pouco habitual, é previsível que volte a soar nos altifalantes do povoado, que a culpa é da má – herança, mas se o herdeiro se queixa do falecido, pena é que lhe tenha ficado com os “livros” e lhe siga as pisadas de forma acelerada, sem retrovisor, ou não tivesse sido eleito para resolver problemas e apresentar soluções para o futuro mas sim, para carpir no sepulcro.
E dei por mim a recordar Alexandre O´Neill, e a frase que há uns se tornou célebre e muitas vezes repetida, “Há mar e mar, há ir e voltar”, das campanhas contra o afogamento durante a época balnear, e neste ir e vir, recordei a Assembleia Municipal de Junho de 2017 quando o Partido Socialista então na oposição se insurgiu pela forma como o então presidente da Câmara destratou duas deputadas eleitas por aquele Partido e abandonou a sessão, mas como cupido tem mais “setas” que o gato “vidas”, foi curioso assistir ao abandono dos representantes do Partido Socialista em Gandra e em Beire, ou da demissão em directo do elemento do executivo ocorrida em Vilela 30 minutos depois da eleição.
Quem abandonou ou se demitiu foram os representantes eleitos pelo povo, mas quem foi abandonado e se viu demitido foram os eleitores que neles depositaram a confiança pelo voto.
O amor é um lugar estranho, e se sentido em demasia pode levar a devaneios “silly” tão próprios da “season”, tudo mimoseado entre “pack´s” de bombons e “bouquets” de rosas a granel, sob a forma de ajuste directo, só assim se explica a despesas de € 19.000,00 em aquisição de merchandising para oferta, ou para a contratação de um técnico especializado em preparar candidaturas para o Portugal 2020, cujo contrato termina em…2021, talvez seja melhor ficar por aqui, para não excitar a diabetes.
Mas para a diabetes, a prática desportiva é essencial, talvez por isso, o amor de verão de 2018 tenha ficado assente em areia.
Não para o terno abraço dos companheiros de estrada que viram o futuro escapar-se pelos dedos…como areia fina, mas na óptica da fantasia que não é firme e que pode ruir a todo o tempo, os chamados “castelos de areia”.
Só assim se compreende que as actividades de verão tenham sido, na sua maioria plagiadas de concelhos vizinhos, que nos fazem perder a identidade, já que de originalidade estamos conversados.
Temos como em Penafiel a “Noite Branca” da Sobreira, e como em Lousada, as réplicas do festival da juventude e da festa das camélias, nestes casos por amor filial ao partido que os une, e porque falamos em desporto nada melhor que o fumo dos motores ou a gordura do importado churrasco para temperar o aroma da natureza no parque da cidade, agradecem os pulmões, regozija-se o colesterol, numa espécie de “jogging” com uma “coxa de frango” numa mão, e uma sande de “maminha” na outra.
Ainda vamos ver a “sexta-feira 13” em Astromil ou como levar “sopa” em Vilela.
E ao pôr-do-sol se conclui, que se entre o passar das ondas se abatem os castelos, as prometidas mudanças tiveram o mesmo fim dos “amores de verão”, foram enterrados na areia.
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