O Grande Porto, e Ermesinde em particular, foi a localidade escolhida para que o CDS marcasse o momento inicial do difícil ano político que se aproxima, no qual travará três batalhas eleitorais relevantes, as eleições para o Parlamento Europeu, para a Assembleia Regional da Madeira e as eleições legislativas.
Serão certamente desafios aliciantes e difíceis que constituirão prova da vitalidade do CDS e da sua forma diferente de encarar e de estar na Política, sem “peladinhas” para lesionar o líder no “campo”, depois do bullying permanente com epicentro no Parlamento, mas também sem o “show – off” de, num sector que se encontra na situação mais grave da sua história como a ferrovia, em que os cidadãos no dia-a-dia se vêm a braços com sucessivas alterações dos horários primeiro para depois subtrair as próprias viagens, se dar ao luxo de fretar carruagem para levar os “boys” a passeio a caminha, com ou sem frete, sempre rosa, sem corar.
Talvez por isso, a forma decidida, firme e enérgica com que Assunção Cristas se dirigiu ao ao País, mostrou ponto por ponto que a linha orientadora que nasceu em Lamego continua viva, e que o Partido não tirou férias (ao contrário de alguns que estiveram um mês de férias e o melhor era ir outro, pois ninguém compreendo o apoio à taxa Robles), pelo contrário, continuou activo, forte e a demonstrar capacidade para merecer a confiança dos cidadãos através do Voto, constituindo mesmo a única alternativa ao flagelo de Centeno que “cativa” e prende serviços públicos essenciais, sob o silêncio dos “parceiros do tango a três” que, entre primos, se acotovelam para parecer mais longe ou distante mas sempre presos pela rédea de Costa.
E sem discurso vazio ou de circunstância, foi directa e objectiva tocando pontos fulcrais para a melhoria da qualidade de vida dos cidadãos e o desenvolvimento do País.
País entendido como um todo, coeso de forma a fazer cessar o fosso entre interior e litoral, promovendo a coesão territorial, neste caso com incentivos fiscais para as famílias e empresas que apostem no interior do País para viver e exercer a actividade, na saúde, e na protecção dos idosos e na promoção da natalidade, mas sem aquela tão tentadora tendência que a esquerda sempre revela de “atirar dinheiro para cima dos problemas”, efeito analgésico para o “desbaratar a prata da família” e quem vier a seguir que “feche a porta” e resolva.
Mas de sublinhar, nos tempos que vão correndo, é o cada vez mais enigmático destino da Exma. Senhora Procuradora Geral da República, Joana Marques Vidal.
Se há matéria em que é visível que o País está diferente é na Justiça, e a “morte anunciada” daquele estado de impunidade com que se vivia “na cúpula do regime”.
Estando o CDS atento e apoiando a recondução de Joana Marques Vidal, não posso deixar de considerar que esta evolução que se verificou é uma causa de todos e que a todos interessa porque apenas assim se evolui para a idade moderna, não podendo por isso os cidadãos não olharem para este “dossier” uma vez que o mandato termina em Dezembro.
E se o Procurador Geral da República é nomeado pelo Presidente da República por sugestão do Governo depois de ouvido o maior partido da oposição, não posso deixar de temer o ranger de dentes de PS e PSD quanto ao futuro inquilino do Palácio Palmela, depois dos Casos Miguel Macedo e José Sócrates, e que tudo não se trate de “golpe palaciano” para que seja nomeado um…arquivador geral da república.
Como tem sido público e notório, a única voz que se ergue para confrontar o executivo do PS em Paredes e no País é a do CDS em permanência, sem descanso, abraçando as causas transversais que mexem com o dia-a-dia dos cidadãos do concelho e do País!





















