A repescagem da reciclagem

A repescagem da reciclagem

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João Ribeiro, JS Paredes

Nos últimos tempos as notícias de poluição marítima por resíduos de plástico são uma constante: “Em 2020 haverá mais plástico no mar do que espécies de peixe”, “Baleia morre depois de engolir mais de 80 sacos de plástico no mar” são, de facto, uma calamidade que tem vindo a emergir.

Não tardaram as redes socias a responder a estes acontecimentos perfeitamente evitáveis. Eventos de grande sensibilização ambiental que pediam um gesto simples e bem importante de recolha de plástico na praia. Pois bem, lanço eu aqui o seguinte “evento”. Muito simples, não necessita de se deslocar à praia nem sair de sua casa! Se ainda não o faz, recicle! É verdade! A melhor maneira de impedir que o resíduo plástico chegue ao mar é começando por resolver o problema inicial: a não separação de resíduos, por exemplo.

Isto levará a um tratamento indevido dos mesmos, tendo maiores probabilidades de que estes resíduos acabem por desaguar no mar. Voltemos um pouco ao básico.Ainda se lembra dos 3Rs’s.E ainda se lembra das regras de separação? Que, por exemplo, as embalagens de plástico com óleo têm se ser limpas antes de serem deitadas no contentor amarelo? No primeiro trimestre do corrente ano, de acordo com os relatórios da Ambisousa, Paredes é o município que mais recicla comparativamente aos seus concelhos vizinhos.

Estão nesta estatística os municípios de Castelo de Paiva, Felgueiras, Lousada,Paços de Ferreira e Penafiel.
Ainda longe das metas estipuladas para 2020, pelo PERSU 2020 de 50% de resíduos processados, o vale do Sousa conseguiu uma percentagem de 34.74% com uma forte taxa de reciclagem no papel.

Fica ainda uma ressalva aos resíduos de madeira de podas que devem ser entregues ou acumulados para compostagem em vez da
prática da queimada. As queimadas sazonais contribuem, fortemente, para o aumento
de gases estufa e libertação de CO2 e são uma fonte de ignição de incêndios florestais.Pelo relatório anual da empresa de recolha, não foi recolhida nenhuma madeira
em todos os conselhos abrangidos no ano transato.

A recolha é gratuita mediante agendamento e pode ser também depositada nos ecocentros de Lordelo e Paredes. Assim,
podem-se evitar, anualmente,inúmeras queimadas prejudiciais ao ambiente. Caso se
opte pelo tratamento em casa, deve-se depositar num compostor de modo a que mais
tarde, por compostagem, essa matéria orgânica seja usada para adubar terrenos.
Pois bem! Não pesque amanhã na praia o que pode reciclar em casa hoje. Depende de
todos nós um concelho limpo e sustentável.

João Ribeiro, JS Paredes

1 COMENTÁRIO

  1. Atualmente, as embalagens de plástico já não precisam de ser lavadas antes de ser colocadas no ecoponto amarelo. A indústria recicladora é responsável pela lavagem.

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