Em pequeno, ouvia histórias dos avós e pais sobre o concelho, o que me orgulhava de ser paredense. Cresci e comecei a perceber que Paredes não acompanhava o desenvolvimento dos concelhos limítrofes. As atividades desportivas foram-se desvanecendo com o tempo e as culturais, simplesmente, morreram.
O concelho ficou pobre, esquecido no passado, preso a um regime político retrógrado, que, infelizmente, comprometeu as gerações vindouras.
Felizmente, os paredenses soltaram-se de umas amarras duras, ferrugentas, sem cor e sem rumo.
Paredes mudou de paradigma, ganhou novos ideais que promovem o desenvolvimento do concelho em todas as vertentes. Em pouco tempo, o novo executivo fez um grande esforço para devolver o orgulho a cada um de nós enquanto paredenses. Nestes últimos meses, temos assistido a um renascer de atividades culturais e desportivas, outrora diminutas.
Como jovem proativo, é prazeroso, atualmente, ter acesso a um extenso programa cultural e desportivo que promove gentes e costumes da terra e envolve todas as associações e coletividades.
Não posso deixar de referir o interesse que a Câmara Municipal de Paredes tem depositado nos seus jovens.
Exemplo disso foi o “Fórum da juventude” realizado no dia 24 de fevereiro, na Casa da Cultura, onde foi dada oportunidade aos jovens de debaterem as suas ideias e apresentarem propostas em prol da juventude.
Algumas infraestruturas de Paredes que estavam sem vida e a degradar-se, nomeadamente, a Casa da Cultura e o pavilhão gimnodesportivo, voltam a ser palco de importantes atividades, que lhes dão vida e fazem jus à sua história …
É notório o crescente interesse dos cidadãos na agenda cultural e desportiva proposta pela Câmara Municipal de Paredes, que, para além de diversificada, é descentralizada.
Sinto o renascer do meu concelho, acredito que este executivo fará obra capaz de me fazer reviver as histórias que antes os meus avós e pais me contaram.
Agora sim, o sol nasce para todos, ilumina e aquece a esperança de cada cidadão de Paredes para que no futuro não sejam hipotecados os sonhos dos nossos filhos.
De facto, estive adormecido pelo concelho, empobrecido num tempo sombrio de ignorância, mas, finalmente, acordei. Não foi um sonho, assim o desejaria, mas a realidade é a esperança e é esta história que mais tarde contarei aos meus descendentes.
José Rui Sousa
JS Paredes





















