Festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios

Festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios

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A ideia inicial era ser uma semana de festa, mas a comissão organizadora não quis correr riscos e garantiu que seriam cinco dias de grande animação e divertimento. Joana Faria, Joaquim Faria, José Dias e Manuel Silva são os principais responsáveis de um grupo de mais de 20 elementos que está a organizar as festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios, na freguesia de Parada de Todeia.

Joaquim Faria é o juiz da festa e explicou como surgiu esta organização: “Como já é habitual aqui na freguesia, fez-se uma lista de membros para a comissão de festas, no ano passado. Essa lista é divulgada pelo padre e, no dia da festa, é feita uma roda onde as pessoas dessa lista terão de ir para se assumirem como membros da comissão.

Acontece, que no ano passado, nenhuma dessas pessoas aceitou fazer a festa e, como tal, não entraram na roda. Como eu já tinha a promessa de fazer a festa este ano, não quis que as festividades morressem e tomei conta já no ano passado, ainda que com pouco tempo para a preparar.”

Este ano, já com mais tempo e com a promessa para cumprir, Joaquim explica que a organização foi mais pensada. A festa tem assim um sentimento especial, não se tratasse de uma bela homenagem à esposa: “A minha falecida esposa gostava muito desta festa e eu quis fazer-lhe uma homenagem porque ela merece muito.

Aliás, a juíza e o juiz da festa costumam ser de partes diferentes da freguesia, mas este ano, abriu-se uma exceção e a minha filha é que é a juíza, juntamente comigo. Queríamos muito fazer esta homenagem e falámos com estes amigos, por quem tenho uma grande amizade e consideração, que nos ajudaram de imediato. Aceitamos este desafio de um ano e meio e agora aqui estamos para fazer uma grande festa.”

E, como qualquer festa, é preciso angariar recursos financeiros para que esta se concretize, José Dias explica como conseguiram alcançar os fundos necessários: “Somos 23, formámos quatro grupos de trabalho, que trabalhavam aos sábados e domingos, alternado os fins-de-semana, aqui no bar da freguesia. Obviamente que também procurámos patrocinadores”.

A organização entre os 23 elementos aconteceu de forma agradável e tranquila e, apesar das várias adversidades, Joaquim Faria garante que vale a pena: “É preciso fazer muito esforço, de todos nós, não é fácil estar aqui sábados e domingos e aturar diferentes pessoas. Tivemos as nossas dificuldades e para quem não está habituado não é fácil, mas para quem gosta, tudo passa”.

Joana Faria é uma das mais jovens desta comissão, para a juíza da festa, estas festividades são muito importantes para a freguesia: “As pessoas de Paredes valorizam muito as festas do concelho, é verdade que são as maiores, mas aqui temos feito grandes festas. A diferença não é assim tão grande e isso demonstra que somos uma freguesia capaz de fazer boas festas, no entanto, sentimos muito o cinzentismo pois esquecem-se um pouco de nós no concelho.

Esta freguesia tem muita atividade, todos nós somos próximos e gostamos muito desta terra”.
Para este esquecimento em relação à freguesia, José Dias tem a explicação: “Nós somos uma freguesia singular, porque somos a única que é do partido comunista, e Paredes esquece-se um bocadinho. Foram tirando algumas coisas que nós precisávamos e, neste momento, não temos, como a escola. Queriam juntar-nos a outra freguesia, mas felizmente isso não aconteceu, talvez por isso se esqueçam tanto de nós.”

Joaquim Faria deixa ainda uma crítica: “São as pessoas de cada freguesia que levam o padroeiro para a festa da cidade, ou seja, nós é que pagámos o nosso andor e ainda temos de o levar. Se eles querem fazer uma festa grande, deviam ser eles a pagar para isso, porque fazer uma festa à custa dos outros é fácil.”

Divergências à parte, a escolha do cartaz parece ser consensual: “Apesar de não ser um cartaz muito jovem, acho que é um cartaz bom e que todos vão conseguir divertir-se. Acho que é um cartaz para todas as idades e, de certeza, que vai agradar a todos. Esta é uma festa com muito bairrismo e é a principal festa da aldeia, certamente vai ter muita gente”, afirma confiante Joana Faria.

O levantamento do mastro marcou o início das festividades, onde Joaquim Faria garante “estiveram presentes centenas de pessoas, já parecia um dia de festa.” Agora, o juiz confessa que precisam de uma ajuda especial: “Pelo esforço que tivemos, merecemos que o S. Pedro nos ajude, e que nestes dias faça sol. Vamos ter dez andores na procissão, vai ser um momento importante, era pena que a mesma não pudesse sair.”

Também a juíza faz um convite a toda a população, e não só: “Se gostam de um bom convívio, venham a Parada, esta freguesia é diferente de todas as outras e tem coisas muito bonitas com a juíza, por exemplo.”

Escrito por :Manuel Pinto e Cristina Borges

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