O Dia Mundial de Luta Contra a SIDA é comemorado a nível mundial no dia 1 de dezembro. Para assinalar a efeméride, o Agrupamento de Escolas de Lordelo organizou a iniciativa Laço Humano, que visou também alertar os alunos e a sociedade para a necessidade de prevenção da doença. Esta iniciativa surgiu no âmbito da educação para a saúde e envolveu todos os alunos. Cada turma debruçou-se sobre uma doença diferente, mas, no final, uniram-se para criar um laço único na luta contra a SIDA.


Os dias 29 e 30 de novembro foram, aliás, de trabalho intenso, tendo sido desenvolvidas atividades nas três escolas do Agrupamento. O denominador comum foi a Luta Contra a SIDA, contra as Infeções Sexualmente Transmissíveis (IST’s) e contra o Abuso Sexual de Menores.
O Laço Humano realizou-se no dia 30. Cada uma das Escolas viveu, assim, um momento de emoção, que simbolizou a união de todos nesta luta pela saúde.

Recorde-se que o dia 1 de dezembro visa alertar a população para a necessidade de prevenção relativamente ao vírus da SIDA, que ataca o sistema imunológico do doente e o deixa indefeso perante outros agentes agressores.
Para além do empenho dos alunos e professores do Agrupamento de Escolas de Lordelo, as atividades contaram ainda com a participação das enfermeiras Fernanda Moreno e Célia Rocha.
MOMENTOS YES PAREDES: Luta contra a SIDA
MOMENTOS YES PAREDES: Luta contra a SIDA – Atividade desenvolvida pelo Agrupamento de Escolas de Lordelo
Publicado por YES Paredes em Sexta-feira, 1 de Dezembro de 2017
A perspetiva dos profissionais de saúde
O Yes Paredes conversou com a enfermeira Fernanda Moreno, para perceber a importância de assinalar o dia da luta contra o vírus da SIDA. Esta profissional da saúde salientou que a doença ainda não tem cura e é sexualmente transmissível, mas, com o avanço da medicina e, se for detetada cedo, existem os medicamentos retrovirais que acabam por minimizar os efeitos da doença.

Por outro lado, Fernanda Moreno reforça a ideia de que é necessário continuar a sensibilizar os jovens e adultos para a gravidade da doença, pois verifica-se que ainda há atitudes de alguma desconsideração em relação à doença, por pensarem que a mesma nunca lhes vai acontecer. O trabalho de sensibilização tem também o papel de mostrar o contrário.
“Esta sensibilização é importantíssima para alertar estes jovens, principalmente nestas idades, para que realmente estejam sensibilizados para a infeção pelo HIV Sida e de outras doenças sexualmente transmissíveis. É importante as crianças e estes jovens participarem nestas atividades. Sei que os professores dedicaram algum tempo a explicar-lhes esta temática”, salienta Fernanda Moreno.

Alunos divertem-se na atividade de divulgação do dia de luta contra a SIDA
Os alunos, em geral, estão sensibilizados e informados sobre a temática do HIV e a forma como a doença é contagiante. O contacto com feridas expostas e as relações sexuais são os principais focos de propagação da doença. No entanto, os alunos mais novos foram abordados de forma adequada à idade deles e recorrendo a outras formas de sensibilização, principalmente os meninos do 1º e o 2º anos, pois ainda não compreendem a dimensão e gravidade da doença.

Filipe Neto Barbosa, com apenas 12 anos, tem consciência de que a SIDA é uma doença sexualmente transmissível e sente que foi sensibilizado nesta iniciativa. Uma atividade educativa, onde também teve lugar a diversão: “Gostei de rebentar os balões, foi engraçado”, diz Filipe.
Jorge Miguel, também com 12 anos, destaca o facto de a SIDA ser uma doença sem cura e a necessidade de ter alguns cuidados e prevenções, como por exemplo usar preservativo. Essencialmente, frisa os cuidados a nível da atividade sexual: “São importantes estas atividades para evitar problemas no futuro, mas já estamos sensibilizados, pois falamos constantemente disso. Para a atividade, treinamos em educação física a preparação do Laço e, na sala de aula, combinamos o que íamos colocar nas cabeças. O melhor é sensibilizar as pessoas, mas as brincadeiras também são uma boa forma de o fazer”, salienta o aluno.
As meninas estão igualmente informadas acerca da doença e das suas implicações, como é o caso de Fátima Santos, que adorou a iniciativa. Sem deixar de focar a importância do evento na luta contra a SIDA, acrescentou ainda que teve oportunidade de estar com as suas amigas, brincar e ver os drones. No entanto, ressalta a dificuldade que foi realizar o Laço Humano e elaborar os pormenores: “É uma temática importante, pois é uma doença sexualmente transmissível e convém fazer este tipo de sensibilização para alertar as pessoas e precaver eventuais problemas no futuro, isto porque a doença pode condicionar todo o nosso futuro”.

A opinião dos organizadores do Laço Humano nas escolas de Lordelo
No dia 29, nas escolas EB1 e EB2 de Lordelo, foram dinamizadas sessões de formação com os temas: “KIKO e a Mão”, para os alunos do pré-escolar, 1º e 2º anos, e Educação Sexual, para os alunos do 3º e 4º anos, através da exploração de um vídeo educativo da RTP2.

Ana Cristina Ferreira, professora no Agrupamento de Escolas de Lordelo – Paredes, explicou-nos que a ideia surgiu no âmbito da educação para a saúde: “Sou coordenadora da educação para a saúde na escola. A ideia é comemorar o Dia Mundial da Luta contra a Sida, mas não só. Cada turma representa um laço de uma doença sexualmente transmissível e, no fim, junta-se todos esses laços (turmas), criando um laço único na luta contra a SIDA. Nesta escola, participaram cerca de 600 alunos”.

“A adesão foi em massa, os alunos costumam ser persistentes e colaborativos nas atividades sugeridas e são rigorosos na execução. A mensagem passou e fizemos um trabalho de bastidores de cerca de um mês e meio. Houve uma divulgação inicial pelos diretores de turma, depois os professores de educação física fizeram o preparativo do laço por turma e ensinaram as posições de cada turma e, por fim, fomos a todas as turmas divulgar o mapa do espaço”, acrescenta Ana Cristina Ferreira.

Quanto à diretora da Escola EB2 de Lordelo, Fátima Pereira, com cerca de 230 alunos a participar na atividade, esclarece que a iniciativa surgiu de um convite para chamar a atenção da comunidade educativa para este problema da luta contra a SIDA. “Foi proposta a criação de um laço humano para assinalar o dia. Ontem tivemos uma sessão de sensibilização. É uma temática muito difícil para estes alunos e tentamos abordá-la de outra forma, apesar de os alunos do 3º e 4º anos já terem uma perceção do que é a doença”, explica a diretora.
Por fim, o Yes Paredes falou com a diretora do agrupamento, Beatriz de Castro, que, de forma emocionada, conta que é a primeira vez que fazem uma atividade com drones, o que deixou os alunos extasiados de tanta alegria. Participaram cerca de 1250 alunos. Todos os anos a escola assinala o dia, no âmbito do PES- Projeto Educativo para a Saúde, fazendo atividades com os alunos e expondo cartazes, mas este ano foram mais longe.

“Este ano fomos mais além, pois foi uma atividade em conjunto com todas as escolas e acaba por ter mais projeção. Sempre com a temática da SIDA. É uma doença ainda sem cura e facilmente transmissível e é necessário sensibilizar. Os jovens às vezes perdem um pouco a cabeça e a televisão deixou de ter o mesmo impacto, agora é mais as redes sociais e eles não sabem aproveitar. Por isso, a escola é um veiculo de informação e comunicação, tendo um papel fundamental nessa divulgação. Esse reforço da escola é importante”, salienta Beatriz de Castro.

O Agrupamento de Escolas de Lordelo agradece a todos os participantes, em particular: UCC de Rebordosa; Foto Oscar; Florzé; Centro de Estudos Real Saber; Alves Mateus Creative Images e ao Yes Paredes.
Folheto Informativo sobre a Sida























